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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Águia



A águia é um animal solar e celestial, símbolo universal do poder, da força, da autoridade, da vitória e da proteção espiritual. Muito ágil e habilidosa, essa ave guerreira e predadora, conhecida como a “rainha das aves”, está relacionada com os deuses e a realeza, uma vez que a acuidade de seu olhar lhe permite fitar o sol diretamente, representando um símbolo da clarividência.

Essa ave mística e mensageira divina é considerada o rei dos pássaros e carrega tanto o desejo de poder quanto o de elevação espiritual, simbolizados pelos altos voos do pensamento e da fantasia.

Na Heráldica, a águia representa o pássaro dos reis e dos líderes, enquanto que no Cristianismo ela simboliza o poder e a inspiração das palavras de Deus. Para os chineses, a águia simboliza a coragem, a força e a temeridade. Na cultura Celta, representa o símbolo do renascimento e da renovação, enquanto que para os egípcios é o símbolo da vida eterna.

Considerada um animal Psicopompo, (do grego "psychopompós", união das palavras “psyché” que significa ‘alma’ e “pompós”, guia), ou seja, figura cuja função é guiar nas ocasiões de iniciação e transição, a águia é uma ave mediadora entre os reinos divino e o espiritual, e tal como a Fênix (renasce das próprias cinzas), pode ser considerada um símbolo de regeneração espiritual.

Muitos países adotaram-na como símbolo da identidade nacional, como é o caso da Alemanha e dos Estados Unidos. Além disso, essa ave imponente foi escolhida como símbolo dos impérios Romano, Santo Império medieval, Russo e Austríaco.

Águia de Cabeça Dupla

Antigo símbolo solar, utilizada nas heráldicas e nos brasões, a águia de duas cabeças representa os impérios de Roma (ocidentais e orientais), donde uma cabeça está voltada para Roma, a oeste, enquanto a outra está para Bizâncio, à leste. Nas antigas civilizações da Ásia Menor, a águia bicéfala representava o símbolo do poder supremo.

Mitologias

Na Mitologia grega, a águia está associada à Zeus (Júpiter), o deus maior do Olimpo; na mitologia germânica à Wotan, o deus maior do Válhalla; no mito cristão, ela é um símbolo de São João e para Jung, um símbolo do pai. Além disso, era emblema do Deus romano do Sol, Sol Invictus, e representava o imperador.

Alquimia

Na alquimia, a águia simboliza a transmutação do metal vil em ouro, ou seja, a transformação da substância impura em substância pura. Assim, para os alquimistas, essa ave mítica, associada aos elementos ar e mercúrio, simboliza a renovação, o nascimento.

Fonte: http://www.dicionariodesimbolos.com.br/aguia/

By: Kami GV. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Estrela das Fadas/ Elven star "Estrela Elfica"/ Estrela de 7 pontas/ Septagrama/ Heptagrama



A estrela do país das fadas é símbolo de proteção das Fadas. 
Ele tem raízes celtas e mantém o equilíbrio de sete energias.
1. O Sol: energia, poder, prosperidade, positividade.
2. A Madeira: a ligação à terra profunda, o reino onde o cruzamento e invisível.
3. O Mar: aberto para troca de fluido, energia sereia, reflexivo, emoções
4. A Magica: visões, a clarividência, a proteção psíquica
5. A Lua: lunar, feminino, ciclo, manifesto
6. O vento: criatividade, clareza, flexibilidade, força mental
7. A Alma : conexão, equilíbrio das terras mortais e distantes. 

Fonte: https://www.facebook.com/OrgulhoDeSerPagao?fref=nf 

By: Kami GV.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Simbolo - Gato.


Desde tempos imemoriais associado com poderes do sobrenatural, o gato é considerado o mais mágico de todos os animais. Felino de natureza enigmática, foi animal sagrado em muitas civilizações, em especial no antigo Egito, onde foi elevado à categoria de divindade. Era considerado um símbolo lunar, consagrado às deusas Ísis e Bast, esta última uma divindade com corpo de mulher e cabeça de gato. 
Nas práticas ocultistas, considera-se o gato um excelente doador de magnetismo animal, fluido vitalizador que, em certas circunstâncias, pode ser absorvido pelo homem em seu benefício. Outras escolas atribuem também ao gato a capacidade de absorver detritos ou escórias energéticas eliminadas pela presença humana, detritos esses que podem permanecer no ambiente, contaminando-o.
Esotericamente, o gato é símbolo da vigilância e da proteção. Em muitos templos do Oriente (por exemplo nos templos budistas da Tailândia e outros países do Sudeste asiático), a presença dos gatos é constante. Atuariam, segundo a crença local, não apenas como purificadores do ambiente, mas também como guardiões alertas contra a penetração de entidades maléficas provenientes de planos existenciais sutis. Na moderna psicologia, o gato é um dos símbolos ligados ao princípio ou força feminina, ao mundo onírico e irracional.

Símbolo de liberdade e sensualidade, os gatos sempre foram considerados animais intrigantes. Vivos ou emprestando seu charme a objetos, eles alegram os ambientes e provocam paixões. Ao longo da história, os gatos sempre foram associados à magia e aos mistérios. Na Europa medieval, estes animais ficaram conhecidos por serem fiéis companheiros das bruxas em suas feitiçarias. Foi dessa época que surgiu a crença de que eles teriam sete vidas. Os egípcios o consideravam um animal sagrado. A veneração era tamanha que muitos dos donos pediam para serem mumificados juntamente de seus bichinhos, tendo assim seus gatos ao seu lado no descanso eterno. 
Até hoje, em várias culturas, os bichanos são evocados para trazer proteção e abundância a casa. Não por acaso, os japoneses cultuam estatuetas que mostram o animal com a pata para cima, com a crença de que tal posição seria capaz de atrair dinheiro. Para a radiestesia (sensibilidade a determinadas radiações, como energias emitidas por seres vivos e elementos da natureza), o gato é capaz de captar e transformar a energia negativa dos ambientes. Daí sua atração por locais e objetos com vibrações instáveis ou com energia de baixa freqüência. Por isso é tão comum encontrar gatos em cima de aparelhos de TV, som e computadores. Os gatos são capazes de apontar locais em que a energia não está boa, um aviso que protege os moradores. Segundo os oráculos, o gato anuncia a boa sorte.

By: Kami GV. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Simbolo Aranha



A mensagem mais importante da aranha é que você é um ser infinito que continuará a tecer os modelos da vida e vivendo inteiramente o tempo. Foi o primeiro ser vivo que desenhou a mandala. É o símbolo da criatividade e das artes em geral. Traz prosperidade em tudo o que faz. Criatividade, a teia da vida, manifestação da magia de tecer nossos sonhos.
A aranha simboliza a sabedoria, a beleza, a diligência, a sorte, o cosmos, o destino, a divindade, o perigo.
Não obstante, nos Camarões, África, a aranha simboliza a inteligência enquanto que na China simboliza a sorte. Em razão de sua rede de raios tecida habilmente e de seu posicionamento central, é considerada na Índia um símbolo da ordem cósmica, assim como a tecelã (Maya) do mundo sensível. Nesse sentido, no budismo, Maya representa a ilusão, de modo que sua existência é caracterizada pelo vazio do ser, evocando uma aparência enganadora. Já no hinduísmo, Maya representa a existência verdadeira, a essência do ser.

Da mesma maneira, na África Ocidental, Anansé, corresponde a aranha que criou os homens, o sol, a lua e as estrelas, simbolizando o ser divino. No mito da Micronésia, nas ilhas Kiribati, o ser supremo e o deus criador, chamado "Narro" é representado por uma aranha, o primeiro dos habitantes da terra. Não obstante, na lenda africana de Mali, a aranha é o conselheiro de Deus ou do ser criador de todas as coisas simbolizando, dessa maneira, a diligência e a sabedoria.
Segundo Chevalier e Gheerbrant, a aranha é, em primeiro lugar, manifestação da Lua, dedicada à fiação e tecelagem. Seu fio evoca o das Parcas.

A Aranha como criadora 
Para alguns povos, a aranha representa a criadora cósmica, a divindade superior ou o demiurgo. Entre os ashanti da África Ocidental, existe a crença de que foi Anansi, a aranha, quem criou o ser humano e os astros. Uma lenda do Máli descreve-a como o conselheiro do ser supremo, um herói criador que, disfarçando-se em pássaro, alça vôo e cria, às escondidas de seu amo, o Sol, a Lua e as estrelas. Depois, regula o dia e a noite e faz nascer o orvalho.

A Aranha e a divinação 
Entre os bamuns do Camarões, Ngaame, a aranha caranguejeira (não a aranha de teia), recebeu do céu o privilégio de decifrar o futuro. A técnica de decifração dos signos consiste em colocar sobre a abertura da cova da caranguejeira signos que o animal desarruma durante a noite, transformando-os em mensagem. Através de sua interpretação, o adivinho procura encontrar a cura, a proteção contra o inimigo e a alegria de viver.

A adivinhação por meio da aranha era também praticada entre os incas. O adivinho destampava um pote dentro do qual era conservada a aranha-adivinha. Se alguma de suas patas não estivesse dobrada, era mau augúrio.

Na Idade Média consideravam-se as aranhas como insectos benéficos, trabalhadores e portadores de boa sorte. Ninguém ousava deitá-las para fora das suas casas já que que acreditavam que com as suas teias ficavam com o ar purificado. Tanto para os hindus como para o povo judaico, a aranha foi desde sempre um símbolo de trabalho, de amor e de prudência, castigando se quem destruísse uma das suas teias. Na medicina popular diz-se que a teia da aranha tem a capacidade de estancar hemorragias e de neutralizar algumas doenças.

As superstições...

- Não há nada que traga pior sorte do que matar uma aranha, já que sobre a pessoa que realiza esse acto pode cair não só a doença física como a doença mental.

- Quem tiver a sorte de ver uma aranha a cair da teia pelo seu próprio fio receberá dentro em breve uma grande quantia monetátia.

- Se, logo pela manhã surpreender uma aranha tecendo a sua própria teia, é sinal de que vai viver uma grande paixão nos próximos dias.

- Se a surpreender durante a tarde, é anúncio de que vai receber algumas visitas demasiado conflituosas.

- No entanto, se a surpreender durante a noite, é sinónimo de felicidade e de sorte.

- Se ao passear no campo encontrar uma teia de aranha abandonada, deve apanhá-la e envolvê-la cuidadosamente num papel de seda amarelo. Este embrulho fará com que no seu lar nunca falte o imprescindível para viver.

- Se uma aranha lhe cair do tecto em cima do rosto, é sinal de dinheiro a entrar em casa.

- No caso de ela subir pelo seu vestuário, pode contar com recebimentos de dinheiro dentro de muito pouco tempo.

- Em África existe a crença de que encontrar uma aranha viva e com apenas sete patas é presságio de sorte para si próprio e para os seus filhos. 


By: Kami GV.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Simbolo Coruja


Coruja

Senhora da Iniciação, guardiã do outro mundo. Ela vê as intenções ocultas, o motor da mágica e a marcha do tempo. Símbolo de sabedoria, ensina a ver além das aparências, a enxergar no escuro e a confiar na intuição de nosso coração. 
Ela traz a força de conhecer os segredos do outro lado da vida, mundo dos sonhos dos homens e mundo da morte a que se chega em vida através das iniciações. 
Por ser uma ave de rapina noturna, que possui garras e enxerga na escuridão, a coruja pode simbolizar a lua.
Simbologias atribuídas a este animal variam bastante de cultura para cultura, sendo que muitas delas associam essa ave ao simbolismo espiritual. Para os aborígenes australianos a coruja representa a alma das mulheres.
Importante ressaltar que do grego, o termo "coruja" (Gláuks) significa "brilhante, cintilante", enquanto no latim (Noctua) representa a "Ave da noite".

E alem de tudo, sao MUITO FOFAS! *0* 


By: Kami GV. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Abracadabra - Significado desse simbolo magico em forma de palavra.






Abracadabra é um mantra (A-bra-ca-dabra). Vem do aramaico "adhadda kedhabhra", ou "Avada kedavra" que pode ser traduzida como "destrua-se", ou "que seja destruído". Abracadabra também é um encantamento cabalístico na mitologia judaica, que supostamente traria cura, eliminaria a doença. 
Porém nunca foi feito com esta palavra aqui colocada como um termo mais de Alquimia e dos Gnósticos e defendido pelos Thelemitas. A palavra usada pelos Semitas não tinha nenhuma relação com esta tratada pois era "Abracal" a que usavam e não gurda nenhuma correlação numerológica ou qualquer outra, com o termo usado pelos Aramaicos ,Gnósticos, Gregos, Cópticos, etc. Continuando neste conhecimento alquímico, temos que, ABRA K'DaBRA aqui deve ser visualizado muito nas letras das duas palavras, de trás para frente e sonorize com a transliteração bem forte e objetiva de acordo com a vitória a ser alcançada.


Alguns místicos do passado mencionaram esta palavra como parte integrante de uma Doutrina Secreta que vem se perpetuando no tempo, através do trabalho incansável das Ordens Iniciáticas, tanto no Oriente como no Ocidente.

Jean Riviere em sua obra “Amuletos, Talismãs e Pantáculos”, nos diz que a palavra ABRACADABRA vem do hebraico Abreq ad Abra (UBPU IÇ NBPÇ). Traduzidas do hebraico estas palavras são:

N BPÇ = estrela Sírius
I Ç = caudal das águas celestiais
B PU = pronúncia/som/verbo/luz

O sentido desta frase em hebraico respeitando a ordem é provavelmente "Senhor de Sírius, envia teu Verbo".

Alice Bailey , em diversas de suas obras faz interessantes revelações a respeito de Sírius.

Esta palavra é nitidamente uma antiga invocação.

Que as informações aqui já são suficientes para empreendermos as nossas próprias investigações. Para ajudar, envio abaixo dois arquivos com figuras de textos escaneados de Dicionários Hebraicos que me serviram para realizar a tradução que apresento.

A palavra ABRACADABRA foi escrita incorretamente em vários textos antigos que ao transliterarem a palavra para o hebraico, utilizaram um KAPH final ao invés de um QOPH final.

KAPH é K, e QOPH é Q.

A palavra ABREK, transliterada e traduzida do hebraico, significa estudante, enquanto que a palavra ABREQ significa Sírius.

A primeira lista refere-se à consulta feita no Dicionário de Hebraico-Português de Rifka Berezin - Edusp-1995 – São Paulo/SP e a segunda coluna refere-se à Pesquisa feita no Dicionário Hebraico-Português e Aramaico-Português, das Editoras Sinodal/Vozes-1989.

Obs: A pesquisa foi feita em dois dicionários porque nem todos trazem todas as palavras existentes no hebraico. A palavra "Sírius", por exemplo, só foi encontrada no Dicionário da Dra. Rifka Berezin, que é catedrática de Hebraico na Universidade de São Paulo.


Também, entre o primeiro século da Era Cristã, época provável da origem do Quadrado Sator, e 2 de julho de 1859, data da primeira publicação de um quadrado de palavras da língua inglesa, na revista acadêmica britânica "Notes and Queries" (Notas e Indagações), foram criadas três importantes formas geométricas compostas de palavras, aparentemente sem nenhuma relação com o Quadrado Sator.



A primeira delas foi o amuleto "abracadabra", que assim como o Quadrado Sator, têm uma origem misteriosa e foram utilizados com fins mágicos.

Muitos estudiosos acreditam ser uma palavra derivada de "Abraxas", termo usado por integrantes de uma seita gnóstica do século II para designar o Ser Supremo ("abraxas" também poderia ser um deus dos antigos egípcios ou um demônio que apresenta serpentes no lugar dos pés).



Escrita em grego, "abraxas" contém sete letras que, computadas numericamente, somam 365, o número de dias do ano e, segundo aqueles crentes, também o número de emanações do Ser Divino, cada uma delas representando uma virtude associada a um dia do ano. Por isso, era comum entre eles o uso de um amuleto no qual estava gravado o número 365.

Outra versão poderia ser de um acrônimo formado por palavras hebraicas relativas à Trindade: Ab (Pai), Ben (Filho) e Ruach Acadsch (Espírito Santo). Essas duas primeiras versões são as mais conceituadas.

Ou, então, a união das palavras hebraicas abreg, ad e habra, que significa "fulmine com seu raio".


Ou, ainda, a versão de uma designação formada pelas palavras celtas "Abra" ou "Abar", que significa "Deus" em celta, e "Cad", que significa "santo". O resultado: Santo Deus.

Ou o nome do deus supremo dos assírios no século II.

Outro significado atribuído a "abracadabra" é "eu criarei aquilo de que falo", que faz lembrar o poder atribuído tradicionalmente pela magia à fala humana. Já a tradição Wicca, modismo atual entre os jovens norte-americanos, prefere a tradução "não me fira", que remete à função protetora do amuleto.

Apesar das divergências quanto à origem e ao sentido da palavra "abracadabra", existe uma certeza: a primeira ocorrência registrada foi feita no segundo século 2 depois de Cristo, do termo encontra-se na obra Res Reconditae (Coisa Secreta), de Quintus Serenus Sammonicus, médico do imperador romano Sétimo. Num poema chamado De Medicina Praecepta (em um tratado médico escrito em versos), que prescreveu que o imperador usasse um amuleto com a palavra escrita num cone vertical para curar sua doença. Severo. Quintus faleceu em 212.

A receita para o abracadabra e sua opinião para sua eficácia floresceram durante as idades médias, em Gnósticos e em seus seguidores. 
O Rei Charles William escreveu um poema a respeito da palavra mistica, que mostra a sua contribuição na cultura nesse tempo.

“Thou shalt on paper write the spell divine,
Abracadabra called, in many a line;
Each under each in even order place,
But the last letter in each line efface.
As by degrees the elements grow few
Still take away, but fix the residue,
Till at the last one letter stands alone
And the while dwindles to a tapering cone.
Tie this about the neck with flaxen string;
Mighty the good ‘twill to the patient bring.
Its wondrous potency shall guard his head.
And drive disease and death far from his bed.”

A B R A C A D A B R A

A B R A C A D A B R

A B R A C A D A B

A B R A C A D A

A B R A C A D

A B R A C A

A B R A C

A B R A

A B R

A B

A  

Também há consenso quanto ao uso do objeto. Os mais freqüentes referem-se à proteção contra doenças e à cura de febres. (Uma vez li em algum livro que se você fizer um pedaço de pano escrito essa palavra em forma de triangulo e costurar na roupinha do neném,nas costas entre as escapulas, a febre passara) No período medieval, usado como amuleto (talismã com funções defensivas, ao qual se atribui o poder de evitar doenças e desgraças), além de afastar o azar e os demônios. É certo que a palavra se incorporou à tradição mística da Cabala judaica.

A esse respeito, o número 9 tinha uma função mágica essencial: em hebraico, "abracadabra" é escrita com 9 letras; a letra aleph aparece 9 nove vezes no lado esquerdo do triângulo; e, freqüentemente, o amuleto era usado por 9 dias ao pescoço e depois jogado num rio.

A palavra "talismã" vem do grego telesma, que significa "mistério". Um talismã pode ser constituído de um pedaço de papel escrito, uma pedra ou metal com palavras ou símbolos gravados, ou mesmo uma forma geométrica ou figura feita de pedra ou metal.

Seu poder adviria da capacidade de estabelecer contato com forças ou influências sobrenaturais, usando-as em benefício do possuidor na satisfação de desejos e aspirações.

São três as formas geométricas conhecidas de disposição das letras da palavra "abracadabra", todas com objetivos mágicos.



-A primeira, mostrada acima, forma um triângulo invertido, com a ponta para baixo, indicando a concentração de forças celestes ou sobrenaturais na direção da Terra.

-A segunda, forma um triângulo retângulo pela eliminação da última letra de cada linha, até que sobre apenas uma delas, sugerindo, segundo princípios da magia imitativa, que também o problema se extinguirá progressivamente:


-Essa forma é transcrita no terceiro volume da famosa obra "Da Filosofia Oculta", de autoria do mago Henrich Cornelius Agrippa (1486-1535) e publicada em 1510. A terceira disposição assume a forma de um losango ¾ mostrada abaixo, ao lado da forma triangular.

-Esta última (a triangular) possuía um caráter tridimensional, assemelhando-se a um funil: os poderes do mal seriam capturados por ele e, num movimento de redemoinho, desceriam até a ponta, onde se perderiam num abismo sem fundo:


Eliphas Levi (1810-1875), considerado o maior ocultista do século XIX, referia-se ao "abracadabra" como "o triângulo mágico".
"Abrahadabra", aparece no Livro da Lei, e é descrita por Aleister Crowley como a "Palavra do Aeon" e que ela "representa a Grande Obra completa, sendo assim é um arquétipo de todas as operações mágicas menores" (A.C.) Não deve ser confundida com a Palavra da Lei do Aeon, que é Thelema.

O romancista brasileiro Joaquim Manuel de Macedo, autor de "A Moreninha", mencionou o amuleto numa cena do conto "A Luneta Mágica". Nela, é descrito o aposento de um misterioso armênio que prometera ao protagonista Simplício, míope em alto grau, uma luneta mágica para livrá-lo desse problema:

"Sobre o altar maldito descansavam os instrumentos da magia e, entre outros, a vara mágica, a espada, a taça e a lâmpada; a um lado, no chão, estava a trípode. Globos, triângulos, a figura do diabo, a estrela de seis raios, o abracadabra, as combinações do triângulo, e uma infinidade de símbolos enchiam a mesa e o gabinete".

Para os jogos de palavras, a importância do amuleto "abracadabra" reside na engenhosidade da distribuição das letras: a forma triangular permite que a palavra "abracadabra" seja lida até de 1024 maneiras diferentes; na forma em diamante, são contadas 252 ocorrências de "abracadabra".

Modernamente, a palavra "abracadabra", já dissociada de sua representação geométrica, é usada principalmente por mágicos durante números de palco, quando fingem evocar poderes sobrenaturais supostamente responsáveis pelo efeito da ilusão.



A palavra ABRACADABRA é formada a partir de uma figura da qual se acreditava que tinha poder não apenas para curar enfermidades como, também, a virtude de evitá-las. As letras desta palavra deveriam estar expostas da forma como se vê acima. Tal figura era referenciada por ser composta em sua parte inicial do termo ABRACA, equivalente à divindade denominada Abracax ou Abracaxás (Abrasax), nome muito temido e venerado, porque cada um dos caracteres gregos que compunham a palavra somava um valor que alcançava uma quantidade de 365, que é exatamente o número de dias que compõe o ano. Acreditava-se que a divindade seria Mitra, dos persas.

De acordo com Godfrey Higgins, tinha origem em "Abra" ou "Abar", o deus Celta, e "Cad", que significa Santo. Era usado como um talismã, com a palavra gravado sobre um Kameas (Amuleto quadrado), transformando-se em um amuleto. 
Segundo, Helena Petrovna Blavatsky , Higgins estava quase certo, o termo era uma corruptela da palavra gnóstica "Abraxas" e essa, por sua vez, era uma corruptela de uma palavra antiga sagrada copta ou egípcia, uma fórmula mágica que significava "não me firas", sendo que seus hieroglifos se referiam à divindade como "Pai". Era comumente utilizado sobre o peito sob as vestimentas.

Existem hipóteses estreitamente relacionadas acerca de sua origem:

*Uma possivel fonte é o Aramaíco: אברא כדברא avrah kahdabra que significa: "Eu crio enquanto falo" 
(Alguns argumentam que a palavra viria do Aramaico abhadda kedhabhra, que significa 'desaparecer como essa palavra'. Acredita-se que tal forma era usada para combater diversas doenças.)

*Outra possível fonte é do Hebreu: Aberah KeDabar: "Irei criando conforme falo"
(Aqui há o ponto de vista de que a palavra deriva do Hebraico, ha-brachah, que significa bênção, e dabra, forma em Aramaico da palavra em Hebraico davar, que significa palavra.)

Em um de seus textos, Eduardo Galeano a traduz do Hebreu antigo por: 
"Envía teu fogo até o final" Por último, também se crê que pode derivar da palavra "Abraxas" usada como uma fórmula mágica pelos gnósticos da seita dos Basilides em invocar a ajuda de espíritos beneficentes contra a doença e infortúnio. É encontrado em pedras Abraxas, que eram usadas como amuletos. Posteriormente, seu uso se espalhou-se para além dos gnósticos, e nos tempos modernos é aplicado com desprezo (como por exemplo, os oponentes no início da teoria da evolução) para uma concepção ou hipótese que pretende ser uma solução simples de fenômenos aparentemente insolúveis. O gnóstico médico Quintus Serenus Sammonicus deu instruções precisas quanto ao seu uso na prevenção de mística ou cura de febres em geral.

Outras teorias dizem que a palavra "abracadabra" deriva da união das palavras hebraicas abreg - ad - habra que juntas significam "fulmine com seu raio" (Em outros lugares diz que significa “arremessa teu raio até a morte”) Essa palavra era considerada uma fórmula mágica capaz de curar, conjurar doenças e dar proteção a quem a usasse como um talismã em torno do pescoço.
A disposição das letras num triângulo invertido convergiria as energias do alto para a base criando um magnetismo místico.

Uma curiosidade notável a respeito de "abracadabra" é que a pronúncia da palavra é praticamente igual em quase todas as línguas.Verdes.

A palavra mantra “abracadabra”.
Foi camuflada nas histórias infantis na época da inquisição para que não se perdesse a sabedoria, mas poucos tinham conhecimento disso. Trata-se de um mantra de rejuvenescimento, perceba que se forma uma pirâmide.
Essa seqüência deve ser repetida por 49 vezes, da base da piramide até o alto, mantrado, isto é sonorizado com a letra transliterada, com ritmo e visualização das letras angélicas para falar com a mente ( coração ) na Lingua dos Anjos, da seguinte forma:


Vários outras formas encontradas da palavra abracadabra:
Abrahadabra
Abbada Ke Dabra - Hebrew
Abreq ad habra - Hebrew
Ablanathanalba - Gnóstico
Abhadda kedhabhra - Aramaic
Abracalan/Aracalan - Hebrew
Abrasadabra - Grego
Avada kedavra - Aramaico
Ablanatanalba - Gnóstico
Abraxas/Abrasax - Cóptico
Ha Brachab Dabarah - Sufi
Baraka Bashad - Sufi
Habraha dabar - Hebrew
Ha-Bracha Dobara - Hebrew
AB ANA TANA BA – Gnóstico

Também aparece no sentido figurado, assumindo conotação negativa, quando se quer designar uma solução pretensamente mágica, mas superficial e ilusória. Talvez um fim um tanto inglório para aquela que foi a mais famosa de todas as palavras da magia.

Voces ja devem ter ouvido "Avada Kedavra" no famoso Harry Potter, no filme é uma maldição mais pelo que pude ver abracadabra é a mesma palavra em linguas diferentes que significam a mesma coisa ou adotaram outros significados. É tanto "eu crio" quanto "Eu destruo"

Como podem ver tem muitas informações sobre a palavra, e varias delas falam coisas opostas tiradas as vezes da mesma lingua, no fim tudo é um mistério =P. Mas em resumo é uma palavra de grande poder e proteção, quanto ataque e destruição. Pelo que entendi ._. 

Fonte: Wikipédia
http://ponteoculta.blogspot.com.br/2010/07/palavra-abracadabra.html
http://www.etimologista.com/2012/11/o-significado-de-abracadabra.html 

By: Kami GV.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Simbolos - A VERDADE SOBRE A SUÁSTICA

                                 (Cruz normal)                                      (Usada no Nazismo)           
      A palavra “suástica” deriva do sânscrito svastika, significando felicidade, prazer e boa sorte. Ela é formada do prefixo “su-" (cognata do grego ευ-), significando "bom, bem" e "-asti”, uma forma abstrata para representar o verbo “ser”. Suasti significa, portanto, “bem-ser”. O sufixo “-ca" designa uma forma diminutiva, portanto "suástica" pode ser literalmente traduzida por "pequenas coisas associadas ao que traz um bom viver (ser)”. O sufixo “-tica”, independentemente do quanto foi dito, significa literalmente “marca”. Desta forma “suástica” é literalmente uma “boa marca”. 
O nazismo se apoderou de um símbolo sagrado para muitas culturas e religiões ao redor do mundo ao longo da história.

O símbolo nórdico denominado cruz do Sol ou roda do Sol, forma habitualmente interpretada como uma variante da suástica, aparece frequentemente na arte antiga deste povo europeu. Também foram encontradas formas semelhantes em artefatos alemães antigos (período nômade), como uma ponta de lança encontrada em Brest-Litovsk, Rússia, ou a pedra de Snoldelev, em Ramsø, Dinamarca.
As religiões neo-pagãs Asatru e Heathenry germânicas a forma da suástica é frequentemente usada como símbolo religioso representando o movimento do martelo do Deus Thor. Seus adeptos argumentam que o uso não possui qualquer implicação política que o símbolo ganhou com a ideologia nazista, lembrando as origens pré-cristãs do símbolo.

A suástica estava também presente na mitologia eslava pré-cristã. Era dedicada ao deus do Sol, chamado Svarog, e tinha o nome de Kolovrat (em polonês: kolowrót). Na República Polonesa o símbolo da suástica era popular entre os nobres. As crônicas registram que o príncipe Oleg, varangiano (um dos povos escandinavos), que no século IX junto aos seus guerreiros vikings russos conquistaram Constantinopla, havia inscrito uma suástica vermelha nos portões daquela cidade. Várias das casas nobres da Polônia, como por exemplo Boreyko, Borzym, e Radziechowski da Rutênia ostentavam suásticas em seus brasões. As famílias alcançaram a nobreza entre os séculos XIV e XV, e a cruz suástica pode ser vista em muitos livros de heráldica então produzidos.

Na Finlândia a suástica era usada como uma marca nacional e oficial do Exército Finlandês entre 1918 e 1944, e também pela Força Aérea daquele país por algum tempo.
A suástica ali também foi utilizada pela organização Lotta Svärd. A suástica azul era um símbolo de boa sorte usado pela família sueca do Conde Eric von Rosen, que doou o primeiro aeroplano para a Finlândia para a “Guarda Branca” durante a guerra civil daquele país. Não havia qualquer conexão oficial com o Partido Nazista, mas representava a “Cruz da Liberdade”, uma antiga ordem finlandesa. A suástica aparecia em muitas medalhas e condecorações finlandesas. Isto se deu sobretudo durante a Primeira Guerra Mundial. A “Cruz de Mannerheim” era a equivalente finlandesa para a Cruz da Vitória ou Victoria Cross, a Croix de guerre ou a Medal of Honor. 

Como podem ver, uma coisa não tem nada a ver com a outra!

Fonte: https://www.facebook.com/WiccaManausOficial?ref=stream

By: Kami GV

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Simbolo - Awen

Awen



A imagem acima representa o AWEN , símbolo da triplicidade, cada um dos pontos são as posições do sol nascente no Solstício de inverno, nos Equinócios e no solstício de Verão, as linhas ou raios parte da luz do sol, que estimula a vida e dá inspiração. 
Símbolo do Druidismo moderno representa a inspiração e as três classes druídicas: Bardos, Ovates e Druidas.
Também pode ser representado como o primeiro e terceiro raio que representa a energia masculina e feminina .
O raio médio representa o equilíbrio de ambas às energias e o símbolo de fogo Arwen é o símbolo com os 3 raios para baixo.

O primeiro e terceiro raio deste símbolo representam a energia masculina e feminina (respectivamente).
O raio médio representa o equilíbrio de ambas as energias.

O símbolo de fogo Arwen é o símbolo com os 3 raios para baixo.

Awen O termo vem da união de duas palavras: "Aw", que se traduz como "fluido" e "No" significa "essência, o espírito", de modo que o significado final é o Espírito Fluid.

O QUE REPRESENTA A AWEN SÍMBOLO?
Awen símbolo representa a chama que incendeia pensamentos lúcidos dos homens e lhes dá a sabedoria, com palavras e energia no meio da batalha. O Awen simboliza inspiração, o fluxo criativo, poeta palavra fluência e exaltação do guerreiro corajoso antes do confronto.

Awen símbolo wicca.
Awen símbolo importante para a magia wicca e inspiração

O que é Magia SÍMBOLO AWEN?

Awen símbolo é um sinal de poder e magia importante entre aqueles que praticam wicca e magia celta. Awen é a musa de artistas criativos em geral: o indivíduo aumenta a sua inspiração com este símbolo.



O simbolo Awen, representa os três aspectos da Deidade dentro de um circulo: Verdade, Beleza e Amor. Simboliza também a “fonte da Luz” no Cosmos e no Homem, no qual estão as virtudes druídicas da coragem, da irmandade e do serviço aos outros.

Awen é um "glifo" com 3 linhas verticais, ou raios, que convergem no seu ápice, coroados por 3 pontos. Na linguagem celta, Awen significa “inspiração” e refere-se á iluminação espiritual.

Os 3 pontos simbolizam o divino e o Cosmos e os 3 círculos que envolvem todo o conjunto, simbolizam o Todo, o Universo.

Awen também simboliza o “espírito livre” e a liberdade.

Os druidas eram e ainda são conhecidos pela sua espiritualidade e este simbolo trás em si, tudo o que a compõe.

A Natureza pode exemplificar visualmente o que pretendo dizer com estas palavras. Vejam esta fotografia:




Nela podemos ver os raios do Sol a brilharem por entre as árvores da floresta. Vejam agora o simbolo Awen e comparem as semelhanças:

Conseguem compreender porque Awen significa "Espirito livre"? Awen é subtil, dinâmico, ultrapassando todos os obstáculos físicos e espirituais, sem chocar com eles.

Deixo também: "Sete dons do druidismo", que sei que lhes ajudarão a entender a filosofia do Druida e da Druidiza:

Os 7 dons do druidismo

*A Filosofia, que nos diz que toda a vida é sagrada e que todos temos um papel na grande rede da Criação.

*O contacto com a Natureza. As oito celebrações da Roda do Ano ajudam a sintonizarmo-nos com o ciclo natural e ajuda-nos a estruturar a nossa vida ao longo do ano, além de desenvolver em nós, o senso de comunidade relativamente a todos os seres vivos.

*A Cura, com práticas espirituais, que promovem a saúde e o rejuvenescimento, utilizando técnicas espirituais e físicas, mas de uma maneira holística, para manter a saúde e a longevidade.

*A Vida, como sendo uma jornada com rituais de passagem, como a benção e o batismo enquanto crianças, o casamento, a maternidade e paternidade, a morte e tudo o que envolva iniciações.

*A abertura para outras realidades, com técnicas próprias para explorar outros estados de consciência, outras realidades e outros mundos.

*O Potencial. A caminhada para o auto-desenvolvimento, que incentiva o nosso potencial criativo, e ajuda a desenvolver as nossas capacidades psíquicas e intuitivas, além de potencializar o nosso crescimento intelectual e espiritual.


*A Magia, que nos ensina a trazer para o plano físico, as ideias e intenções. É a arte de descobrir, amadurecer e aprender a usar o poder da inspiração espiritual, conhecido também por Awen.

Fonte:http://almanaquemistico.blogspot.com.br/2012/12/durante-seculos-os-simbolos-e-sinais.html 
http://druidiza.blogspot.com.br/2009/07/awen-espirito-livre.html
http://mundoverde.forum-livre.com/t257-simbolos-celtas

By: Kami GV.

sábado, 26 de abril de 2014

Simbolo - Cinco vezes e a caveira Celta.

Simbolo - Cinco vezes e a caveira Celta. 


O cranio faz mais do que apenas proteger o cérebro, através dos séculos ele também estimula a mente e a imaginação da raça humana. A caveira é usada há milhares de anos para representar a mortalidade dos seres humanos, e também seu poder. Este símbolo de conhecimento, mortalidade e poder, tem sido - por dezenas de milhares de anos - empregado em cerimonias, rituais e na arte. Todas as culturas usam crânios e caveiras para expressar idéias sobre a vida e a morte. Sabemos disso através de artefatos arqueológicos, descobertos em túmulos pré-históricos. Até hoje caveiras são usadas na magia, em rituais, na arte e até em logomarcas; elas representam uma imagem comum, que todos temos dentro de nosso corpo, mas que  para a maioria se revela apenas após o desencarne.

Na cultura Celta antiga a caveira tinha grande importância. Para os celtas o cranio simboliza:

Tempo 
Concentração
Iniciação
Criação
Portal de entrada e saída
Divindade
Poder

A cultura celta, não diferentemente de outras culturas ancestrais, viu na cabeça, ou cranio, uma fonte de poder. Alguns textos antigos apontam o cranio como a casa da alma. Achados arqueológicos nos mostram crânios celtas jogados em poços sagrados, como oferenda. Aquela civilização possuía profundos conhecimentos de magia. Eles sabiam que a água carrega informação, significados de purificação, limpeza e fluidez de movimento, as emoções são também representadas pela água. Então, se as caveiras simbolizam a morada da alma e do poder, talvez, atirando os crânios às profundezas escuras da água do poço sagrado, havia a intenção de limpar a alma, ou oferecer clareza divina, renovação para a alma.




Poços sagrados não são o único lugar onde foram encontrados crânios, como objetos ritualísticos, nos reinos celtas. Foram encontradas várias esculturas de crânios, usados para decorar portas e corredores dos antigos pontos cerimoniais e santuários.

O folclore Celta fala também de crânios falantes. A cabeça decepada de Bran, o Abençoado. Um lendário deus celta de proporções gigantes,manteve-se animada após sua desencarnação. Bran sabia que ia morrer de qualquer jeito, devido a um ferimento feito por uma lança envenenada.Então ele pediu a seus homens para cortarem sua cabeça, enterrando-a em solo sagrado. A lenda conta que a cabeça de Bran manteve os homens entretidos durante a viagem. Falando, cantando e contando piadas por todo o percurso.

Claro, isso é um mito, fica difícil legitimar uma lenda que conta sobre um cranio falante. Entretanto, se olharmos de maneira ampla, podemos enxergar as coisas por outra perspectiva. Os Celtas eram obcecados e ficavam extasiados com a ideia de passagens, portas, portais, orifícios, que levavam ou passavam por outras dimensões. Considerando os cinco orifícios existentes no cranio humano - dois olhos, duas cavidades do nariz e uma na boca - o número de orifícios no crânio se encaixa perfeitamente com o poder místico dos celtas, relacionado ao número cinco.

De fato, quase todas as culturas que possuíram capacidade espiritual para observar seu mundo, e o Universo em que ele gira, tem cinco temas simbólicos principais. Os quatro primeiros temas intemporais são os quatro pilares da vida, encontrados em inúmeras culturas. Incluindo a Celta, e que são bastante simples de serem compreendidos. Eles lidam com estruturas clássicas, como, por exemplo:


• Quatro elementos: Fogo, Terra, Ar, Água
• Quatro direções: Norte, Sul, Leste, Oeste
• Quatro estações: Verão, Inverno, Primavera, Outono

Mas e sobre o quinto elemento?





(O círculo verde no centro representa o quinto elemento.)



Os quatro primeiros temas são atemporais, honrados pilares da vida encontradas em inúmeras culturas (incluindo a Celta) e são bastante simples. Eles lidam com estruturas clássicas. Por exemplo:

Nossos antepassados espiritualmente sagazes pressionaram suas mentes fora do confinamento rígido como quatro "lados" de uma caixa e compreenderam o conceito de uma essência mais expansiva para unificar o que havia em comum entre os quatro elementos. Esse é o momento onde o quinto elemento faz a sua aparição no pensamento esotérico.

Juntas, as cinco denominações criam uma força equilibrada e unificada que, possivelmente, pode e deve ser aproveitada pela mente humana.
Batendo em equilíbrio, quem sabe que tipo de conhecimento pode ser adquirido?
Os Druidas sugeriram que haveria englobamento de um todo de iluminação quando os cinco aspectos da natureza fossem equilibrados dentro da compreensão humana. 
O símbolo celta cinco vezes pode ser usado como uma campanha de ampliação da mandala. Você pode facilmente cair em círculos de interconexão e encontrar uma profundidade no sentido de que outra forma poderia ser esquecida em um olhar superficial. Por exemplo: os segmentos do ano celta localizado no centro do círculo (quinto elemento) círculo.





Esse padrão também representa o equilíbrio.
Os quatro círculos externos simbolizam os quatro elementos: terra, fogo, água, ar.
O círculo do meio une todos os elementos com o objetivo de alcançar o equilíbrio entre os quatro elementos ou energias.

Os significados celtas em torno do motivo de cinco vezes são fascinantes e a sua interpretação possui longo alcance.




É impressionante a ideia de integração que ele traduz, se bem que ideia não é exclusivamente Celta. Na verdade, quase todas as culturas possuem capacidade espiritual para observar o seu mundo e o universo em que ela gira e que é uma das muitas interpretações do símbolo cinco vezes.

Explorando o equilíbrio cinco vezes, quem sabe que tipo de consciência pode ser adquirida?

Os Druidas nos mostraram uma iluminação abrangente, ao equilibrar racionalmente os cinco aspectos da natureza, dentro de compreensão humana. Os significados celtas, por trás desse conceito, podem facilmente encher um livro. Além disso, existem três grandes aberturas no cranio, e três é também um número sagrado para os celtas, significa uma dança progressiva entre o banal e o cósmico, gerando um novo rumo na percepção. Ao alinharmos estes três orifícios principais, encontrados no cranio humano, encontramos um triangulo, outra simbologia com forte apelo, pois representa a transição, a magia e a criação.

Ainda sob o aspecto da geometria divina, a cabeça, ou o cranio, em si,é, como podemos perceber, circular. Os olhos são circulares também, e os círculos são símbolos celtas comuns para os ciclos de tempo, bem como à imortalidade e integridade. Os círculos representam uma essência de conectividade energética, vasta e infinita.

Talvez os celtas, em sua percepção expandida da realidade, tenham também usado o símbolo do cranio como um oráculo. Podemos concluir que, quando mergulhados em transe profundo, ou meditação, os olhos e a boca do cranio se abriam, como janelas cósmicas, portais que levavam ao conhecimento etérico. É elementar chegarmos a esta conclusão, especialmente levando-se em conta que a cabeça ou cranio, de acordo com a filosofia Celta, era um símbolo que representava a morada do poder divino dentro do corpo humano.

Como "casa do pensamento, da alma", a cabeça ou cranio, tinha profundo significado na vida dessas pessoas. Este fato pode ser atestado através da presença prolífica do cranio humano, em sua forma natural, em representações rituais ou artísticas, nos achados arqueológicos de oferendas, trabalhos artísticos e escritos célticos, que corroboram a relevante importância simbólica do cranio, da caveira, no folclore daquela civilização.


O estudo dos fatos históricos, ligados à mitologia e a cultura Celta, nos levam a ver a caveira com outros olhos, com os olhos de nossa própria caveira, comum a todos os seres humanos.

A simbologia contida na caveira celta traz a percepção do potencial humano, servindo como memorável símbolo de humildade, mostrando a temporalidade cíclica da vida terrena. Considero as caveiras como objetos mágicos, simbologia da dualidade entre o terreno e o cósmico, o divino e o mortal, alojados simbioticamente dentro de um mesmo veículo.


Se você ainda sente medo ao olhar ou imaginar uma caveira. Se você acha que o cranio humano é um símbolo macabro, ou objeto de adoração demoníaca, talvez a a lenda da Caveira Celta possa lhe ajudar a enxergar a caveira com outros olhos. Com os olhos do seu próprio crânio. Esta lenda pode lhe ajudar a ver através das janelas de sua própria alma, abrindo-lhe as portas da percepção.

A Lenda da Caveira Celta

Era uma vez um granjeiro que tinha apenas um filho. Este filho morreu e o pai não quis ir ao enterro porque antes houve uma briga entre eles. Passado um tempo, morreu um vizinho e ele foi ao seu enterro. Depois da cerimônia e ainda estando o granjeiro no cemitério, olhando distraído ao redor viu uma caveira.

Juntou-a e disse, pensativo:

- Gostaria de saber alguma coisa sobre ti...

E a caveira falou:

- Amanhã irei passar a noite contigo, se vieres passar outra noite comigo.

- Assim farei - disse o granjeiro.

No caminho de volta, encontrou um sacerdote e comentou o que tinha ocorrido. O sacerdote lhe disse que deveria ter sonhado, posto que as caveiras não falam. O granjeiro lhe contou que na noite seguinte seria visitado pela caveira, e o sacerdote concordou em ir. Assim, na noite seguinte, estavam o granjeiro e o sacerdote conversando quando, em seguida, chamaram à porta e apareceu a caveira. Ela subiu à mesa e comeu tudo que nela havia. Depois, saiu e desapareceu.

- Por que não falaste nada? - inquiriu o granjeiro ao sacerdote.

- Por que TU não falaste? - respondeu o outro.

Na noite seguinte, como dia combinado com a caveira, o granjeiro foi até o cemitério e, não vendo nada, desceu os três degraus que estavam junto à Igreja. De pronto se encontrou no meio de um campo, cheio de homens que lutavam entre si. Ao ver o granjeiro, perguntaram-lhe se procurava o crânio. Ao assentir, eles disseram:

- Acaba de ir para o campo ao lado.

No outro campo viu homens e mulheres que lutavam entre si.

- Estás procurando um cranio? - perguntaram - Pois bem, acaba se ir ao campo do lado.

O granjeiro se foi ao campo do lado e viu uma grande casa. Ao entrar viu que era a habitação de uma dama e uma criada. A dama caminhava de um lado a outro da casa, e cada vez que chegava perto do fogo para se aquecer, a criada a empurrava. Também lhe perguntaram se buscava um cranio e que se era isso, que saíra pela porta esquerda da casa e por ali saiu o granjeiro. 

Ao entrar na casa contígua, encontrou a caveira e esta lhe perguntou se queria cear, com o que assentiu o granjeiro. A caveira o conduziu a cozinha onde estavam três mulheres. A caveira pediu a uma delas que servisse a ceia, e esta serviu pão preto e uma jarra d'água, o que ele não conseguiu comer. Em seguida pediu à segunda mulher que fizesse o mesmo, e ela serviu pior ao granjeiro do que a primeira. Por fim a caveira pediu à terceira mulher, e esta serviu uma deliciosa refeição, com uma profusão de pratos e excelentes vinhos. Depois de comer, perguntou ao cranio o que tinha sido aquilo.

- Os homens que viste no primeiro campo se dedicavam a lutar entre si enquanto estavam vivos, porque tinham terras próximas e se acostumavam a mover as estacas e agora precisam lutar entre si para sempre. Os homens e mulheres que viste eram casais casados que viviam a brigar e agora devem seguir eternamente em brigas. 
A senhora que viste na casa e que a criada não deixava se aquecer fez o mesmo com a criada, que um dia chegou molhada e com frio, e agora a criada faz o mesmo com ela, até o dia do Juízo Final. As três mulheres na cozinha foram minhas três esposas. Quando pedia à primeira que me preparasse a ceia, me oferecia pão preto e água, a segunda ainda coisa pior mas a terceira me servia o banquete que ceiaste.

A caveira então olhou lugubremente o lavrador e disse:

- E quanto a ti, foste trazido a este lugar por não querer ir ao funeral do teu filho, apesar de teres ido ao de um vizinho. Assim, sugiro que, se queres te salvar, vá onde enterraram teu filho e pede-lhe perdão e, caso o obtenhas, saiba que desde o dia que saíste de casa até chegar aqui se passaram 700 anos.


O lavrador ficou petrificado e, como despertando de um sonho, se viu caminhando pelos campos, por lugares que antes ele havia passado mas que haviam mudado de forma pelo tempo transcorrido. Ao fim chegou ao cemitério e conseguiu localizar a tumba do filho . Ali se ajoelhou e pediu perdão. O perdão a seu filho. Por fim surgiu uma mão da tumba, que tomou a sua e ambos, pai e filho, subiram juntos ao céu.

Fonte: http://caminhocelta.blogspot.com.br/2010/01/simbolo-celta-cinco-vezes.html

http://almanaquemistico.blogspot.com.br/2012/12/durante-seculos-os-simbolos-e-sinais.html
http://floresemcasa.blogspot.com.br/2011/08/caveira-celta.html

By: Kami GV.